quinta-feira, 21 de maio de 1992

Deserto

As máscaras me olham
Me censuram talvez
E eu como um marionete
Que teve seus fios cortados
Permaneço imóvel.
E todos passam como zumbis
Não sabem onde pisam, onde estão
Alucinados pelas luzes
E o som que lhes ensurdecem.
E passam as horas
Não me encontro
Não te encontro.
É difícil entender
Porque tatá gente alucinada
A troco de nada.
Em um mundo tão estranho
Estou perdido numa multidão
Um deserto de cabeças vazias
Que não me compreendem
E nem eu os compreendo também
Procurando um Oasis de emoção
Pra saciar a minha sede de sentimentos
Mais só vejo miragens
Que desaparecem a todo momento.

Roberto / maio de 92

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