terça-feira, 21 de julho de 1992

Brinquêdo

Uma flor tão bela
Obra prima de uma estação
Que se destaca entre mil
Que perfuma desilusão.
Uma flor daninha
Como daninha são as ervas
E como embriaga!
E fico tonto me alucino
E sou menino
Procurando meu brinquedo
Ao achá-lo, talvez brinque
Ou quem sabe, quebre-o
Mas não passa de plástico
Moldado em formas quaisquer
Que um dia serão lixo
E lixo é pra se jogar fora!

Roberto /92

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