terça-feira, 4 de agosto de 1992

Alicerce

E o castelo de fantasias
Que eu erguia a cada dia
Foi cedendo no alicerce
E desabando devagarzinho
E ficam só as fachadas
Que encobrem a realidade
E na verdade
Nem era castelo mesmo
Era uma humilde cabanazinha
Feita de palha e sentimento
E que com o vento
Não resistiu e foi ao chão
Foi caindo, feito em pedaços
E sem onde tinha errado
Paro, olho, me sinto arrasado
Que engenheiro sou eu
Que fracassa em algo tão simples
Junto os resquícios
De algo que parecia lindo
Vou juntando, moldando
Vou reconstruindo
E agora te garanto
Não será do mesmo jeito
Será feita de tijolos
E concreto no meu peito
Sólido e indestrutível
Um amor eterno e perfeito.

Roberto 04 / 08 / 92

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